A Origem Filme do Ano
E ai!? Gente eu acabei de ver o filme “A Origem”, que está sendo apontado por tudo quanto é crítico como “o filme do ano” e, “na boa”, isso é a mais pura verdade! Eu diria que é melhor filme que eu assiti em vários anos, inclusive! Pra todos que no começo do ano viram as primeiras fotos, depois posteres e mais tarde trailers, talvez estivesse no mesmo nível de espectativa que eu! E pra aqueles que não viram nada disso, eu diria, assista a pelo menos um trailer do filme e veja se não fica com vontade de ir ao cinema.
Christopher Nolan cria aqui mais uma obra prima (acho que quem viu o “Batman e o Cavaleiro das Trevas”, entende o porque desse “mais uma”), que justifica as 3 semanas em primeiro lugar das bilheterias americanas e toda a repercussão que tem causado por aí; por seu roteiro confuso e final polêmico, pela (mais uma vez) ótima atuação de Leonardo DiCaprio, pelos efeitos digitais estonteantes ou por qualquer outro dos inúmeros bons motivos que existem para que você assista ao filme!
O longa conta a história de Dom Cobb (DiCaprio), que é o líder de uma equipe perita em entrar nos sonhos das pessoas e roubar segredos. Se a história parece complexa, fique avisado de que é mesmo, mas não deixa de ser completamente compreensível, pois todas as explicações estão lá!
A carreira de Dom está em risco, graças a morte de sua esposa Mal (a incrível Marion Cotillard, que traz ao filme uma aura mais sinistra) da qual é suspeito. E é aí que surge o empresário Saito (Ken Watanabe) e propõe que seja feita uma inserção de uma ideia na mente do herdeiro (Cilliam Murphy, o Espantalho de “Batman Begins”) de uma corporação concorrente, em troca de livrar Cobb de todas as acusações contra ele. Dessa tal “inserção na mente” que vem Inception, título original do filme – e que faz bem mais sentido do que o brasileiro “A Origem”.r
Para tal missão, Dom contará com a ajuda de seu braço direito Arthur (o eficiente Joseph Gordon-Levitt), de sua nova arquiteta de sonhos Ariadne (Ellen Page, menos “Juno” do que nunca) e de outros comparsas (Tom Hardy e Dileed Rao), que entrarão dentro dos sonhos de Robert Fischer (o herdeiro) e ajudarão a plantar tal ideia. Falo aqui em sonhos, no plural, porque chegam ao fantástco absurdo de estar em um sonho dentro de outros sonhos!
O grande desafio é cumprir essa missão antes que todos os sonhos sejam destruidos. A contagem do tempo que sobra é feita a partir de uma van caindo de uma ponte (sensacional! é assitir pra entender), um toque de mestre, tornando brilhante o que já é ótimo.
A única reclamação que tenho do filme é a respeito de Ellen Page, ou melhor, de seu papel! Sou fã da atriz, que estava sensacional em “Juno” e até no péssimo “Menina Má.com”. Acredito que ela foi injustiçada em “A Origem”, pois seu papel é o mais sem graça de todos! Nolan podia ter aproveitado melhor as habilidades da jovem Page em Ariadne, sua personagem, que poderia ser bem mais marcante e não o é, creio eu, por escolha do diretor!
Não vou explicar mais a respeito do roteiro do filme porque quero que vocês assitam! É ação contínua e complexa, mas que não é nada cansativa e fica completa com a maravilhosa trilha sonora de Hans Zimmer (genial compositor de temas clássicos como: Gladiador, O Último Samurai, Melhor Impossível e Batman E O Cavaleiro Das Trevas).
Se você gosta de filmes bons, vá ver esse filme! Se você não gosta de ficar de fora de discussões sobre cinema, vá ver esse filme! Se você gosta de boas atuaçãos, vá ver esse filme! Se você gosta de um roteiro criativo, vá ver esse filme! Se você não gosta de nada disso que eu falei, também vá ver o filme, nem que seja pra falar mal depois!
É pura genialidade de um homem que não despreza a capacidade de compreensão de seu público. Nele Nolan se comprova como um gigante do cinema e eu mal posso esperar por seus próximos trabalhos.

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